segunda-feira, 19 de julho de 2010

Derramando idéias

Se um dia houvesse um transbordo de pensamentos, creio que seria como uma panela de pressão assoviando incansével e insessantemente.
Tamanho seria a quantidade que nem mesmo a água vaporizada seria capaz de dar forma ao conteúdo. Seu assovio seria incapaz de reproduzir toda melodia contida em cada imagem revelada. Ouvir através da imagem e ver através do assovio seria para poucos.
Todos necessitamos nos fazer entender, algum dia. Então que seja com ilustrações.

Agressividade Progressiva

Todos temos monstros dentro de nossas mentes. Todos temos mentes dentro de nossos monstros.
Os meus facilmente são postos para fora: basta que eu pegue uma guitarra e, um a um, eles afloram em sentimentos. De todos, são os raivosos e angustiados que se sobressaem, numa infeliz falta de delicadeza. Por outro lado, a agressividade progressiva se mostra bela e intrincada.
Alguns monstros mordem e dilaceram. Este aqui apenas se faz ouvir.

terça-feira, 13 de julho de 2010



Como uma cobra no vidro, só me resta brincar com os ratos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Espere o inesperado

Expectativa é uma coisa engraçada: tu a tem, sem saber a razão. A única coisa clara é o fato de tê-la e não se satisfazer quando ela não atende ao que esperava.
Quando tu se deixa levar pelas experimentações, pelas sensações e pelos desejos as expectativas ficam um tanto esquecidas. Quando tu se vê experimentando ou sentindo algo novo, desejando e apenas isto, não pensa que poderia ser melhor. Não é parecer sem exigências, mas aprender a viver de uma maneira nova te faz criar coisas novas, sejam atitudes, idéias e até mesmo expectativas.
Não estenderei-me com pouca clareza, serei direto e reto: não fantasie a vida, viva ela. Desplugue-se do que te prende e faça acontecer, sem esperar por nada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O erro perfeito

Das evidências deixadas pelos crimes imperfeitos, não há melhor evidência do que a deixada propositadamente.  Há crimes tão perfeitos que sequer deixam evidências, como aqueles cometidos com a intenção do erro. Errar propositadamente não é errar, é acertar ao avesso.
Poucos são os capazes de tentar errar. Somos ansiosos por fazer certo e correto que esquecemos do clichê "aprenda errando", ou ainda "aprenda com seus erros". Os acertos vêm deles, os erros.
Conclusivamente posso afirmar: não há mais belo erro do que aquele em que deu certo.

(exercitando a arte de não me fazer entender II)