Então eu quis chorar minhas lamúrias
E eis que pensei ter encontrado alguém que quisesse ouvi-las
E aí descobri que sequer haveria espaço
Quando notei, já havia sido usado
Prontifiquei-me à atendê-lo
Fui usado e, querendo apenas lamuriar, me decepcionei
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Aqui(múria)
Um novo caminho para as mesmas lamúrias
terça-feira, 27 de maio de 2014
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Deu (S)
Sou tão deus quanto Deus pensa que é deus
Creia
Dou vida e sou capaz de tira-la
Creia
Sou nefasto, quando conveniente
Saiba
Meu forte é meu humor irônico
Saiba
Sim, também sou soberbo
Aceite
Sou o humano mais Humano que qualquer outro
Aceite
O que nos separa, simplesmente, é em que crê
Compreenda
Deu (S)
Sou tão deus quanto Deus pensa que é deus
Creia
Dou vida e sou capaz de tira-la
Creia
Sou nefasto, quando conveniente
Saiba
Meu forte é meu humor irônico
Saiba
Sim, também sou soberbo
Aceite
Sou o humano mais Humano que qualquer outro
Aceite
O que nos separa, simplesmente, é em que crê
Compreenda
segunda-feira, 12 de maio de 2014
(Des)Contos
Até os passos dos errantes são capazes de cruzar o mesmo caminho por inúmeras vezes. Esses passos que cegamente se postam em frente do outro. Seja um degrau acima, seja um abaixo.
Coincidente, ou não, é errantes desconhecidos que se cruzam, dia após dia. Seja nos mesmos passos, seja nos mesmos caminhos, seja em poucos cruzamentos.
Há um errante que, frequentemente, encontro. Sempre ele, de pele judiada pelo sol, com suas rugas já bem sinuosas, largas e profundas. O vejo assim: de costas para a porta, sempre duas estações de onde descemos, com sapatos, calça e camiseta branca (hoje com um manto de cor indefinida devido ao frio), fones em seus ouvidos (com aquele led vermelho piscante), anel protuberante dourado no anelar esquerdo, um relógio com alguns ponteiros no punho direito e hoje - inclusive hoje - talvez por descuido, uma corrente que ostentava um pingente volumoso que decidi decifrar: a imagem de um bode sobreposta à um pentagrama invertido.
Pensei mil pensamentos. Fantasiei mil fantasias. Seria um satanista? De religião apropriada? Amante da música dita pesada e seu flerte ao demoníaco? Seria, ele, quem? Pensei veementemente que ele possa ser um terapeuta holístico, adorador do oculto, talvez (eu seria).
De tudo, em cada manhã do amanhã, pois o hoje já foi dentro do agora, quando o encontro sempre pego-me fitando suas linhas e formas. De certo modo é um solitário hábito de criar histórias hipotéticas sobre a vida de seres alheios. Ele não motiva a mim mais que outros, o único detalhe é encontra-lo com frequência sempre pelo meu destino rotineiro.
Um dia, com coragem, motivarei-me à uma única pergunta. Vocês, claro, já devem imaginar.
D o r e s e r o C
Nas dores, as cores
No negro a falta, no branco também
Nas dores, as cores
Escalas de cinza na imensidão
Ao fim do arco íris não há pote com ouro, são raios solares dementes, apenas em suas errantes trajetórias, entre gotículas d'água e outras
Ao fim do curso, seja qual for, a satisfação está em começar um novo, seja lá qual for
O prazer em desfrutar da jornada é para poucos, ingênuos e ignorantes
Não vejo muito mais que um punhado de cores
Um punhado negro, outro branco e misturas disso
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Aos vorazes
Pôr do sol
Início da noite
Hora de todos os gatos se tornarem pardos
Portões abertos (d'alma)
Monstros correm, uivam, ladram, grunhem, gemem, gritam
Um brinde!
Sim, um brinde!
À quem? perguntas
Aos poucos e insanos
Mas quem? perguntas
Àqueles cheios de permissões
Quais? perguntas
Daquelas capaz de libertar os vorazes para devorar
Quem? por fim
Os ingênuos, caro curioso. Os ingênuos