segunda-feira, 28 de março de 2016

Ode ao suspiro daquela que não condena

Maldito sejas! Tu e tantos outros
Inomináveis frente presença divina
Amaldiçoados e frenéticos!
Hereges da pura essência pagã

Criaturas impensáveis
Mortalidade justificável à sabedoria
Sede de vingança velada em silêncio
Morto por si em uma fuga interna

Cativeiro dos condenados
Morte daqueles embriagados
Sucumbência dos fracos

Ode! Um ode aos comandantes
Uma lágrima aos amados
Um suspiros aos amaldiçoados

Ela. Sempre...

Os anos... Sim, sempre eles. Como pode o tempo ser tão categórico quando se permite ser irônico em anos? Incrível sua capacidade em ser tão eficiente não em dias, meses, décadas ou em centenas... Anos são sua anedota.
Quando a ironia nasceu deus pensou "tô ferrado, esse vai me desafiar. Só desejo que não seja teimoso". Se ferrou pois a ironia nasceu no início de maio e, com isso, seu sol em touro só trouxe alegrias... Para a ironia.
Ela foi bárbara em inúmeros momento da existência terrena entre deuses, semideuses e mundanos... Ela foi a chave. Muitos esqueceram-se de suas origens, motivações e justificativas de suas jornadas. Muitos, inclusive, alteraram seus rumos. Poucos desistiram, mas ainda assim houve aqueles que se atreveram. Dentre estes e, infelizmente, poucos que ousarei conhecer.
Sim, nossa ironia. Não percebi se mais tua ou minha. Se mais nossa ou de outros. Talvez do desejo alheio e talvez do desejo insano. Quem deve saber? Talvez saibamos e, assim, a ironia nos visita pois, irônicos, quem mais ela adoraria beber um chá?
Coincidência feliz ou inocência ingênua, quem liga?! Eu quero mais é que a ironia me diga.

domingo, 27 de março de 2016

Soneto (sem métrica) do Nunca Mais

E então eu te encontrei pela primeira vez
Segunda ou terceira de outra nova vez
Tivemos todos esses desencontros
E acabamos, sempre, nos reencontrando

E então tu me encontrou pela última vez
Segunda ou terceira de outra nova vez
Tivemos todos esses reencontros
E acabamos, então, nos desencontrando

Esse não será o último antes do próximo
Tampouco aquele antes do futuro ausente
Foi aquele em que abraçamos por último

Foi aquele em que beijamos por último
Foi aquele em que fizemos tudo por último
Mas foi aquele do primeiro e único adeus

quarta-feira, 23 de março de 2016

Verticalidade horizontal

A
D
O
R
Q
U
A
N
D
O
E
M
S
I
L
E
N
C
I
O
T
O
R
N
A
-
S
E
S
A
U
D
A
D
E
?

segunda-feira, 21 de março de 2016

Saudade é um termo inventado por um taurino nada mais do que preguiçoso e orgulhoso. Levanta-te e vá.

domingo, 20 de março de 2016

des]CONSTRU[tivism]O

Estava aqui pensando sobre algumas coisas que fiz e não continuei. Foram inúmeras, especialmente quando ficava entediado - e com frequência. Mas destas houve uma que persisti por 1 ano e meio, e foi um aprendizado acadêmico e que ainda resulta de prazer. No entanto, desisti. Porém essa desistência foi acadêmica pois, em vida ordinária continuei a arquitetura, mas desta vez de nada concreto - ou com concreto.
Pensava aqui quantas e tantas foram as vezes que arquitetei começos, meios, fins e reencontros. Pensava em quantas sabotagens próprias arquitetei escondido de mim mesmo e, no fim, descobri que foi a mim quem mesmo eu sabotei. Também pensava quantas foram as vezes que discutimos pelo simples fato da minha arquitetura ao conflito ter se tornado eficiente. Por fim, pensei "qual razão de ter arquitetado todo esse amor por ti se, no fim, quem sabe?"
Definitivamente ter largado esta vida acadêmica foi uma decisão sábia. Ao certo não sei o quanto esse conhecimento trouxe de positivo para minha vida arquitetônica, mas eu soube no instante em que descobri o desconstrutivismo que aquilo, o desfazer da forma, era o meu mundo. Tenho dúvida se de fato construo, mas certamente desconstruo muito mais.

[Vozes do vazio - Publicação I]

sexta-feira, 18 de março de 2016

Atmosináptica improvável

Enquanto você dorme eu desperto, seja sob a chuva ou ao ardor das brasas em meus pés. Durante os tsss das gostas de chuva encontrando o calor meus pensamentos circulam entre as sinapses.

Descargas atmosféricas...

Descargas atmosinapcas...

Tempestade e tormenta dentro de uma caixa limitada por cálcio e estrutura molecular orgânica. Desencadeamento de ordem duvidosa com hierarquia amorfa, desequilibrada, incolor, insípida, ...

Descargas atmosféricas...

Descargas atmosinapticas...

Ilusões de óptica, sugestões do inconsciente, atividade atípica na química alterada por entorpecentes intelectuais. Fontes duvidosas de informação duvidosa de pessoas irreais.

Descargas atmosféricas...

Descargas atmosinapticas...

[CONTINUA NO PRÓXIMO DEVANEIO...]

quarta-feira, 9 de março de 2016

...como a morte, te abracei.

Fabuloso!
E esta é a palavra:
Fabuloso!
Trouxe a peste como a morte traz o terno julgamento. Julgamento daqueles que estão já inquietos por sua chegada, por seu abraço, por seu conforto.
Fui capaz de me utilizar da eloquência, fui capaz de dissimular. Fui capaz da hipocrisia para salvá-la. Não houve orgulho mas houve satisfação. Não pela chegada das pragas mas sim pela esquiva aos inseticidas. Fui capaz de dissimular.
Escrevi sinceras hipocrisias. Escrevi mentirosas verdades. Dissimulei falsas idéias. Fui capaz de me vestir de escuridão enquanto era pura luz.
Me desfiz.
Orgulho-me, mas lamento que os pássaros engaiolados não cantem com o mesmo vigor, e que suas asas atrofiem e, em queda ao precipício, sintam o desespero por não conseguirem ser aquilo para o qual nasceram: livres.

sábado, 5 de março de 2016

Cometa toda insensatez necessária, só nunca seja insensato. Se compreender isso, me explique. Do contrário viva, mas viva como se hoje fosse o amanhã do ontem que sequer sabia ser o último agora.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Seja perspicaz e encontre-me todos os dias, menos no dia errado.