domingo, 20 de março de 2016

des]CONSTRU[tivism]O

Estava aqui pensando sobre algumas coisas que fiz e não continuei. Foram inúmeras, especialmente quando ficava entediado - e com frequência. Mas destas houve uma que persisti por 1 ano e meio, e foi um aprendizado acadêmico e que ainda resulta de prazer. No entanto, desisti. Porém essa desistência foi acadêmica pois, em vida ordinária continuei a arquitetura, mas desta vez de nada concreto - ou com concreto.
Pensava aqui quantas e tantas foram as vezes que arquitetei começos, meios, fins e reencontros. Pensava em quantas sabotagens próprias arquitetei escondido de mim mesmo e, no fim, descobri que foi a mim quem mesmo eu sabotei. Também pensava quantas foram as vezes que discutimos pelo simples fato da minha arquitetura ao conflito ter se tornado eficiente. Por fim, pensei "qual razão de ter arquitetado todo esse amor por ti se, no fim, quem sabe?"
Definitivamente ter largado esta vida acadêmica foi uma decisão sábia. Ao certo não sei o quanto esse conhecimento trouxe de positivo para minha vida arquitetônica, mas eu soube no instante em que descobri o desconstrutivismo que aquilo, o desfazer da forma, era o meu mundo. Tenho dúvida se de fato construo, mas certamente desconstruo muito mais.

[Vozes do vazio - Publicação I]

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