Sempre que estou quase fora de mim, vou para o meu paraíso. É à beira mar, com praia sem ondas, calmo e revigorante. Nunca sei se é pôr ou nascer do sol, logo não sei e estou à leste ou oeste. E isso não importa. Eu chego lá, calmamente, então vêm tuas idéias e me perturbam. Tiram minha paz. Agitam minha águas. Acabam com meu paraíso. E nessas horas eu queria era acabar contigo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
(Sempre ele) O Tédio
Às vezes, o que preciso, é que arranquem minha roupa, arranquem minha pele, minha carne, que quebrem meus ossos, desfaçam meu físico, eletrocutem minha mente, contestem minha opiniões e, se for possível, tenham coragem de dizer as verdades que necessito ouvir.
Às vezes, o que preciso, é que as pessoas tenham coragem de me enfrentar, e não é no punho, é na simples ideia.
Às vezes, o que preciso, é apenas de um conflito verbal... E não faço questão de vencê-lo.
Ode às nuvens (2)
Estava caminhando sobre as nuvens, com o Sol castigando minha pele. Era gostoso. Lá é tão frio que qualquer calor era bem-vindo. E subitamente fui surpreendido por um balão. Era daqueles meteorológicos, brancos e enormes. Foi engraçado. Ele parecia uma nuvem se elevando e, quando menos esperado, puf! se fez pleno balão. Poxa vida, como eu ri. Deitei na mesma hora, na nuvem mais consistente que vi, e rolei de rir pelo susto. Então, como se não bastasse toda aquela emoção, ouvi um rugido. A cada segundo tornava-se mais ensurdecedor. Mais e mais. Insuportavelmente mais. Era um foguete da NASA, com a missão para Marte. Não pude acreditar e peguei carona.
Hoje, alguns anos depois, confesso que quando fomos atravessar a atmosfera o calor era tão insuportável que desisti. Voltei para minhas nuvens e o castigo solar matinal.
Amo vocês, nuvens.