domingo, 29 de dezembro de 2019

Momentum

Pois é, estava lá, contemplando todos aqueles pensamentos dentro da mente e perguntando-me:

"Devo reverenciar a arte, produto da captação visual do monumento

ou

Devo reverenciar o monumento, passível de arte?"

Eis que sentenciei uma cruel indagação à quem sequer pensava em monumento, tampouco em arte.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Acudindo m'Eus

E aí lá estava eu, cravando unhas no concreto armado, tentando não escorregar no chão repleto de sabão enquanto flutuava e fitava os céus aos meus pés.
Sim, lá estava eu, lá estavam eus, lá estávamos nós, todos, procurando uma maneira de não nos perdemos, de não enlouquecermos e, principalmente, de não nos liquidarmos.
Foi somente lá, e não em outro lugar, que enxergamos os limites do invisível, a sufocante atmosfera do espaço, o conforto da clausura e solidão programada.
Infelizmente aqui não é o lugar ao qual eu venho procurando, tampouco lá onde encontrei tanto sem saber o endereço, mas vai saber onde estarei ou estaremos, senão comigo ou conosco?
Mas se contigo ou convosco, por favor, não permita que me descontrole pois, se nem mesmo os m'Eus puderem por mim, temo pelos t'Eus, nossos e deles...

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Números

Números:
750ml;
13,5%.
...e nada.

Desnecessária Explicação

Ah, o conforto.
Talvez nem todos compreendam, mas dele é o que mais sinto falta.
Não, luxo não é conforto.
Às vezes o lixo de alguns é o rico e poderoso luxo do outro. Mas o conforto de um jamais será o conforto do outro.
Conforto é entidade. É manifestação de poder oculto, por vezes desconhecido.
É tudo aquilo que tu encontras sem mesmo procurar, mas quando reconhece nunca mais deixará de percebê-lo.
Conforto é amor.
Liberação drástica de endorfinas que ocasionam nudez, despojo e liberdade.
Conforto é um encontro de universos paralelos, simétricos, congruentes e, dizem, até inexistentes.
Conforto é algo que nós não compreendemos muitas vezes, mas a alma já está lá sentada, de pernas para cima, cálice cheio e sorriso largo, beirando a gargalhada.
O conforto é tudo o que o luxo proporciona mas sem excessos, sem desgastes, sem julgamentos, sem uma série de argumentos desnecessários à justificativa.
Como já dito, conforto é amor, e se precisa explicar o amor então só há lixo.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Quem liga para semântica?

E tu, sabes? Eu não. Nunca soube. Sequer, um dia, pensei que saberia. É. Tortura contínua, travestida de decisão.
E se, e se somente se, puderes descobrir? Agarrar-te-a à travessão?

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Em cantos

Se esconderes os encantos
Quem sabe não me rendas
Aos teus belos desencantos

Mas se em cantos esconderes
Que ao menos os ponha rentes
Às beiradas de todos os recantos

Quando não entendemos a gratuidade

Sempre admirei a intensidade.
A maneira como os ventos sopram, dançam e, tornados, tornam de onde vieram. A vontade do fogo em arder e, até mesmo sem chama, incendiar o incessante consumo. A loucura fomentada pela paixão, digna de tornados incandescentes, açoitando ao único presente.
Só não entendo o ódio gratuito.

domingo, 6 de outubro de 2019

Dane-se!

Sabe o amor?
É,
daqueles mesmos.
Você se vê em situações absurdas,
imaginando o futuro presente,
sem eira e sequer beira.
Desfrutando do incerto,
do improvável,
e talvez do impraticável...
E lá está ela,
e somente ela.
Pois quando você voa e vive uma nova realidade,
uma inimaginável,
é somente ela quem vem visitá-lo.
E ela não é uma qualquer,
tampouco estranha.
Ela apenas é o conforto d'alma.
Da vossa expectativa.
E no mais impróprio conforto,
semeado pela saudade devido ao desconforto,
descobre-se a sincera verdade,
irrefutável e digna de moldura.
E se mentira ao futuro desconhecido,
dane-se!

Contrapartida

Q u  a   n    d     o

se deseja silêncio

o m  í   n    i     m      o som

se torna

b a  r   u    l     h      o.

Perguntas sem respostas

Se não te cansas
Por quê reclamas?

E se o faz
Por quê não mudas?

E se continua
Por quê insistes?

E se não desiste
Por quê pelo inútil?

E se te pergunto
Por quê não respondes?

E se te incomodo
Por quê insistes?

E se não te cansas
Por quê insisto?

Sarcosmos

Muito obrigado

por me fazer essa
companhia ausente,

presente
de recente

compartilhar

o assédio ao inconsciente...

(Outro mero) Devaneio

A liberdade poética em me pegar lendo o que escrevi e, sem modéstia alguma, cair em deleite com a incapacidade em crer na capacidade em gestar tal feito.
Não que me seja incapaz mas, por vezes, é tudo tão impressionante que fica uma dúvida tênue, capaz de tornar a mais segura certeza em mera gelatina.

Latência

Ah, se possível fosse...

um novo sonho;
um novo enjôo;
um novo "quero de novo".

Mas, Ah!, se impossível fosse...

amar outra vez;
pedir perdão;
recomeçar por alguém.

E de que essas, destas e daquelas...

digam sim,
e não
e, quem sabe, tente outra vez.

Pois da vida que fostes...

trouxe o hoje,
quiçá onde fostes e, se sim,
pelo o qual retornastes.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Recom'ecadência

Sim, a mesma lamúria.

Enquanto derrete,
e toma a forma alheia ou
aquela desejada por quem lapida,
gruda e enraíza por onde passa.

Entre os gases
nocivos aos pulmões,
exala feromônios
de complexa compreensão...

E aos que compreendem,
absortos,
só lhe restam aceitar que a decadência
é o novo recomeçar.

terça-feira, 1 de outubro de 2019

P'Od(r)e

Ah, o plástico.

O que dizer da matéria prima,
substituta do bronze
e do mármore, e
tantas outras árduas de trabalho

como
a própria carne?

Como,
enquanto em ódio,
ode ao derivado do nocivo,
resultado do
passado em decomposição?

Em meio à matéria,
somos todos adoradores
da putrefação...

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Ensaio kharmico

Gostaria de que você fosse capaz de ver, ouvir e sentir.
Não precisa ser muito, somente o suficiente para evitar ganhar do universo lições que você nunca aprenderá.
Ele não desistirá de você, quanto aos outros não há garantia.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Rupturas

E às vezes você achava estar resistente; que aqueles pedaços haviam se colado; as falhas todas se ausentado.
Mas você não estava em tormenta e, por isso, não possuía certeza, então as rachaduras, todas, voltaram. E as falhas aparentando as frestas...
Escorria algo negro, quente, pulsante e viscoso. Derramava, dalí, o fluído da dor, dos descontroles e ressentimentos.
Por dentro, o vácuo tornava o involocro frágil. Por fora, o fluido enegrecia a forma que aterrorizava qualquer observador.
Por instantes, mínimas tensões poderiam arruinar qualquer resquício de outrora. Por instantes, nada era possível de se prever ou expectar. Por instantes, após o derrame do juízo final, nada mais importava.
Nada mais importava, se a única razão deixou de existir...

domingo, 8 de setembro de 2019

Franca honestidade

Ah,

A parte chata da vida;

Viver em sociedade,

Fingir que se importa

Quando, na verdade,

Todos são uma única porta:

Se aberta ou se fechada,

Quem se entorta?

Na franca honestidade

Quero mais é que se foda.

Quando? Nada mais seja porta.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Uma nova verborréia

São eles
Dias de gritos
Urros indistinguíveis
Vociferações de uma entidade errática
A data
Finco ditado
Pura instauração
De toda malevolência contida por seda
Em graus
Degraus irreais
Realizando a radiação
Em toda demência carente de clareza
Lá e cá
Aqui e acolá
Recurso pobre de isca
Na busca por qualquer coerência semântica

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Acasos, por acaso

Acasos são,
por acaso,
descasos dos
casos cósmicos.

São,
por natureza,
ironias do destino
que ninguém crê.

Essa irreverência
interplanetária
alicerçada
nos Pilares da Criação:

marcas distantes
no espaço-tempo
que só nos permite fé
em seus ecos...

E,
às vezes,
que ecos...
Que ecos.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Confraternização dos que não estão presentes

Descobri,
na celebração da saudade,
minha mais explícita forma de dizer
"eu te amo"
para àqueles que nunca disse, discretamente,
"sinto sua falta"...

E me valendo da semântica,
por favor,
que sejas eternamente saudade
mas jamais seja falta.

A não ser que
sejas falta em celebrar a saudade que
por ti tenho.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

desencontrole

A besta dentro de você sempre clamará por uns passeios em torno da vizinhança...

E você...

Está passeando?

...ou estão te levando para passear?

sábado, 6 de abril de 2019

Clima / Tempo

É verdade
Hoje não chove
Nem faz frio

Sendo mentira
Liguei o chuveiro
Também o ventilador

Na dúvida
Inventei um clima
E aquela temperatura

Para, com certeza
Secar minhas lágrimas
Nos teus suspiros

domingo, 31 de março de 2019

Desejos infantis

Por vezes eu gostaria de que você fosse capaz de juntar as mãos e orar. Não faço questão de alguma prece premeditada, apenas da sua franqueza. Preciso sentir que você é capaz de crer naquilo que é incapaz de prever e ver.
Se deseja viver esse ritmo, seja ele qual você deseja viver, lembre-se de que pequenos eventos são incapazes de serem previstos. Pequenos que somos, não merecemos a singela compreensão dos movimentos de translação dos astros. Mero grão pode habitar uma praia aqui ou acolá, mas também fazer presença no vasto assoalho oceânico.
Dança comigo. Conduza-me enquanto te estendo a mão. Divirta-se em me divertir enquanto se diverte em me divertir. E não, não espere por nada, mas saiba que eu esperarei que sejas capaz de juntar as mãos e crer naquilo que é incapaz de prever e ver.

quinta-feira, 28 de março de 2019

Diálogo nefasto

_Caos...
_Sim.
_Poderia manter-te inerte?
_Hahahaha
_O que?
_Eu sou a própria inércia!

segunda-feira, 25 de março de 2019

Disseram-me "Seja a ordem durante o caos" e sequer perguntaram se desejo ordem...

quinta-feira, 21 de março de 2019

Intempéries

Às vezes posso ser muito
pedra para sua água
Talvez sejas pouca água
para muita pedra
Mas se tiveres toda água do mundo
ficarei feliz em ceder
Pois se aos ventos, chuvas e rios
cabe a paciência
Às pedras cabe a eternidade de permitir
a mudança eterna

domingo, 17 de março de 2019

psychoflyfree

Amarra-te mas não esqueça de soltar teus sentidos em queda livre, trajetória errante, compasso descompassado, dissonância erudita e um pouco de olhos vendados.
Amarra-te pois, se não voltares te encontrarão; mas se por ventura reencontrar-te saberá que deixou-te  seguro em amarra tua.
Liberte-se! Afinal se os olhos vendados, nariz estancado, a boca anordaçada e os membros amputados, utiliza o que ainda é teu e de mais ninguém: liberta tua mente.

sábado, 16 de março de 2019

Não se trata de imutabilidade

Frequentemente
Troco os pés pelas mãos
Mas eu só sei ser assim

Quando a chama acende
O líquido instantemente borbulha
Mas eu só sei ser assim

E a névoa toma conta e cega
Sem ver, saio errante pois
Eu só sei ser assim

E quando os pés voltam às pernas
E as mãos aos braços
Eu só sei ser assim

Pois mais que frequentemente
Perco-me e demoro a reencontrar-me
Pois, eu só sei ser eu, assim

sexta-feira, 8 de março de 2019

O Drama do Crocodilo

Hey, escuta.

Não tem problema.

De verdade.

Tudo bem se minhas atitudes geraram essa consequência.
Eu já tenho consciência e responsabilidade sobre isso.

Eu não as nego.

Sim, eu vou entender sua piada.

Também vou compreende sua vontade em repetir incessantemente esta piada.

Mas, por favor,

se eu confrontar não seja um bebê

e comece chorar.

E se chorar, tudo bem.
Eu vou entender seu choro.
Eu vou compreender seu incômodo.

Mas, por favor, sem choro.

Rotações e translações particulares

Nunca é tarde.
Sempre haverá tempo,
Desde que queira
Despertar.

quarta-feira, 6 de março de 2019

otniSaudade

Sinto.
Sinto que sinto.
Sinto que te sinto.
Sinto que sinto tua falta.
Sinto, acima de tudo, que sempre sentirei.
Sinto que sinto tua falta.
Sinto que te sinto.
Sinto que sinto.
Sinto.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Predação eloquente

A culpa é do tempo, é das vivências, das convivências e experiências más interpretadas. Não, a culpa jamais foi das estrelas.
A culpa foi te conhecer, deixar que o outro viesse, que aquele outro fosse, que um outro dissesse e que ninguém se silenciasse.
A culpa foram de todos vocês que, enquanto eu jogava minhas armadilhas e mandingas, vocês caíam um a um feito insetos de encontro à luz. A culpa é toda de vocês.
Eu? Sou vítima. Vítima de suas garras incestuosas e de minha ignorância fabulosa. Eu? Sou tua dócil presa...

domingo, 3 de março de 2019

Crime & Sentença

Vos aqui escreve um detento. Até posso aparentar erudição mas saiba que é mero recurso para ganhar sua atenção.
Meu crime? O silêncio. Foram todos os momentos dos quais exitei em em dizer-lhes qualquer palavra, fruto do meu desejo, que pudesse trazer alegrias e, talvez, verdades impensadas que vocês devessem ouvir.
Minha sentença? O convívio à absoluta clausura em mim mesmo, condenado à eternamente ouvir tudo o que deveria ter dito e não disse. À reviver o que deveria ter feito para tornar outros futuros diferentes e meu presente um impensado futuro.
Vos aqui escrevo esta carta e endereço à qualquer um que deseja saber. Não exite. Se temer, evite um crime e faça uma salvação. Muitas vezes só precisamos salvar à nós mesmos por nós mesmos.

Enfim falo em ti, ó Mim

Há dias quero falar em ti. Sim! Sinto sua falta. Ultimamente este sentimento tem estado muito presente. Gostaria tanto de te abraçar e dizer que te amo. Gostaria que isso, além de possível, fosse suficiente. É. Queria que cada centímetro quadrado de contato contigo fossem centenas infindáveis de minutos ao teu lado, te tocando, cheirando, conversado e usufruindo. Sim, queria exercitar todo meu egoísmo ao máximo. Queria você aqui. Queria sentir os 37°C que toda tua reação química gera por te tornar viva e quem tu és. Sim! Queria as faces fúteis acomodando-se uma à outra, buscando conforto no desencontro. Exatamente... Agraciando os egos com pequenas anedotas barrocas.
E essa é a verdade: eu muito quero!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Entidad[e]dadrebiL

Sim, um pouco eu já deixei. Mas sabe, para alguém que nunca deixa, todo pouco torna-se muito.
Então deixei muito, muito mesmo. Deixei um tanto que jamais pude imaginar possível e capaz. Deixei que desgarrasse, que se atrevesse sem rodeios pois já estava lá, de rédea pendurada e fôlego errante. É.
Mas foi aos pouco, poucos desses raros que, por fim, pude deixar esse muito necessário livre, essa entidade que só faz pouso onde acha que deve mas sabe que todo lugar é para vôo e revoada.
Sim, eu me chamo assim, essa entidade chamada liberdade.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

(des) Amores dentre Amores

Daqueles amores dos quais somente os amores te fazem falar de coisas que ninguém mais, senão o amor, te fazem falar.
Do fascínio e da sedução. A entrega à interlocução. Os incontáveis instantes dos quais dividi contigo e sinto desde satisfação à arrependimento.
Não é fácil.
Como te permiti fora da minha vida eu não sei, e olha que te conheço há tanto tempo... Sinto até constrangimento por saber que tu sempre foi meu melhor mas sempre te pus alheio aos teus piores...
Mas escute, dentre idas e vindas te quero sempre aqui, companheiro e digno de nós. Te amar é o mínimo, mas me Amar é o digno.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Sinto muito

Nunca falei dessa dor. É, nunca a senti, logo é uma consequência factual e obscena. Em questão está o acidente do qual não sei se tirei a vida ou se dei descanso. Se finalizei ou se iniciei. Se trouxe alento ou desespero. Sim, é factual a consequência do ocorrido que alugmas dessas deliberações sejam pura verdade - e mesmo que fosse ficção, permaneceriam no universo plausível. Mas não, não venho com alegria ou satisfação. "Factualmente", venho vazio de mim numa dor sem tamanho... Sim, vazio por transtornar outros "preenchimentos".

Sim, foi um acidente.

Pequenesas megalomaníacas

Sei lá, tem tanta gente doida. Às vezes tem eu no meio, mas eu acho que não sou doido suficiente. É. Sei lá, talvez seja essa incapacidade de se reconhecer no meio. Talvez, vai saber, sou só outra molécula d'água dentre um oceano e, salgado, acabo com sede. Vai saber.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Do objeto, não do objetivo

Sim, você é assim, daquelas obras raras, belezas classicas e contemporâneas. Você é assim, sempre um paradoxo do que sim ou do que não. Você vive. Você viverá. Você permanecerá. Mona Lisa do agora, amanhã e depois, você viverá para ser contemplada, discutida, almejada e desejada. Sim, você não terá direito. Seu direito será de aceitar que não está sob seu controle: o desejo, a vontade, fascínio e amor alheio. Que você, complexa como uma Vênus, não poderá usar de seus braços para evitar. E mesmo que o tempo mude as Vênus, não caberá à você decidir se sim ou se não, pois há nesse universo a condição de aceitação, independente do seu desejo. E mesmo você não gostando, se houver a mínima motivação, você não poderá dizer "que não" pois condições universais não se discutem, se contemplam...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

10 anos de reflexões

Somente existe o calor.

O frio é mera ausência e o morno sua transição.

Se morno, decida-se.

Não aqueça se não possuir a intenção de ferver.

Mas se ferver, cozinhe.

Se congelar não retire do zero absoluto e consuma.

Hipotermia não é mera ausência de calor...

Pequena Engrenagem

Pequena Engrenagem, não deixe de buscar entender seu propósito nesta imensa máquina.
Não importa sua função, seu ritmo, seu lugar ou arranjo.
Você é importante para este imenso, intenso, detalhado e intricado mecanismo. Oh Pequena Engrenagem

E s c r i t o V i v o

Talvez eu devesse fazer diferente
Escolher novas sementes
E colher frutos diferentes
Para alimentar uma nova mente

Quem sabe se eu fizesse igualmente?
Eu manteria meus dentes
Vocês teus pretendentes
E, quem sabe, desfrutaríamos do presente

Mas de que vale o inerente
Caminho já com poderes
De inúmeros seres resplandecentes
Com vontade incoerente