terça-feira, 29 de abril de 2014

(Armadura) Carne e ossos

Minha armadura está gasta.
Há plenos dias da idade maldita do rock e, antes disso, sempre soube que minha armadura já estava gasta.
Não faltam partes, poucas se quebraram, algumas já não funcionam como deveria desde o concebimento.
Duvido aqui comigo, e outros tantos eus, se há peças de reposição.
Sabem, não me importo tanto com a máquina, assim. Eu abriria mão dela desde que soubesse que a consciência teria paz. Oh, sim. Paz!
Lutar com armadura de carne e ossos não é páreo contra a luta da inquietação, da mente condenada à consciência.

domingo, 27 de abril de 2014

|P|A|Z|

A ruptura não é a incoesa.
A união não é incoesa.
A falta de coesão só está dentro de nossa mente.

Clausura

Janelas com janela
Da alma
Do inanimado

O dentro
Dentro do que é fora
Avesso

Incontestável dinâmica
Caminho bidirecional
Fluxo contínuo
Desejo intermitente

Busca
Fora
O que está
Dentro

sábado, 26 de abril de 2014

A mesma atitude que atrai é a mesma que repele. Repense.

domingo, 20 de abril de 2014

Enquanto contemplo os olhos teus
Tu invade minha alma através das janelas
Enquanto fico a contemplar os azuis das tuas cortinas
O alarme não toca, meu cão não late
E tuas janelas ficam assim, escancaradas
A brisa aumenta, o vento tremula a chama da vela
Para que apenas eu fique aqui, a contemplá-la
Vasculha minhas gavetas, revira meus armários
E eu? Somente a vislumbrar tais cortinas
Que bagunça! Que zona! Quem esteve aqui?
E alguém esteve aqui?
Só lembro de admirar o azul que precede a entrada da tua alma

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Mais do mesmo

A paz que não encontro em mim não poderei encontrar em ti, pois se não for dono do meu sossego, não serei capaz de ser calmaria para dono algum.
Arranca minha pele, dilacera minha carne, quebre meus ossos, não importa. Só faça com que o vazio seja preenchido. Só o faça desaparecer. Encontre-o e o preencha, ou leve contigo. Tanto faz.
Desencarna minha alma, se necessário.
Ponha meus miolos num liquidificador. NÃO PONHA AÇÚCAR! Beba até à última gota. Saboreiem o que sinto todos os minutos de cada dia.
Se sobreviver, parabéns! És outro condenado.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Um amor que nunca vivi

Onde tu estará? Com quem estás te divertindo? O que custa a ti estar comigo?
Eu durmo, eu acordo, passo o restante do dia pensado em ti. Injustiça!
Sequer sei teu nome. Sequer sei teu cheiro. Sequer sei teu endereço.
Diga-me, sem titubear, onde moras? Com quem vives? Se é que possui vida.
Te quero, a todo instante. Te desejo, a todo momento. Suplico: tenha-me!
Ó paz, por onde andas que nunca te encontro? Por onde...

quarta-feira, 9 de abril de 2014

E os deuses?

Às vezes quero escrever, quero acalmar minha alma. As palavras são insuficientes, as idéias são impróprias.
Às vezes quero tocar, quero pôr fim ao desalento. As notas são dissonantes e a estrutura dodecafônica.
Às vezes quero sumir, quero inexistir.
Onde estarão os deuses astronautas?