quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Escravo dos desejos


Castração,
Maneiras de se limitar
Cauterização,
Tentativas de se renegar
Conhecendo-se para controlar
Conhecendo-se para comandar

Desejos,
Manifestações dos seres
Vontades,
Um querer desconhecido
Agindo sem poder controlar
Agindo sem poder comandar

Quando se é escravo dos desejos
Torna-se marionete de si
Perdendo o comando da mente
A máquina fica incontrolável

Construindo muros

Pensava em nada, na verdade. Apenas visualizava um cérebro concretado. Conseguem?
É tão bela, e aterrorizante, a fotografia que, por vezes, penso "onde estará a janela ou a porta desta fortaleza?" Não é justo pensar na inflexibilidade como algo puro e sem possibilidade de alteração.
Quem tem consciência desperta tem o martelo e a picareta em mãos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Castração


Para boa palavra meio entendedor basta.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Paradigma

Há pouco lia a palavra "paradigma". Nunca havia parado e pensado sobre seu significado mais profundo e, ao passo que fiz, me surpreendi.
De certa forma é interessante conhecer as pessoas de pontos de vista distintos. É praticamente como uma fotografia 3D: 2 câmeras tiram 2 fotos diferentes ao mesmo tempo da mesma coisa. São visualizações tão únicas que uma série de pensamentos enchem e transbordam a mente. Pensar que amarras são mantidas por conta de paradigmas é um tanto quanto revoltante, porém não incompreensível. Uma vez descobrindo o funcionamento do sistema fica evidente que lidar com máquinas mentais não é das tarefas mais fáceis, porém é das mais dignas.
Penso comigo: quando chegará o dia em que poderá se desempenhar a excelência sem ter que tirar brincos, cabelos, tatuagens, idéias, opiniões, religiões...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Derramando idéias

Se um dia houvesse um transbordo de pensamentos, creio que seria como uma panela de pressão assoviando incansével e insessantemente.
Tamanho seria a quantidade que nem mesmo a água vaporizada seria capaz de dar forma ao conteúdo. Seu assovio seria incapaz de reproduzir toda melodia contida em cada imagem revelada. Ouvir através da imagem e ver através do assovio seria para poucos.
Todos necessitamos nos fazer entender, algum dia. Então que seja com ilustrações.

Agressividade Progressiva

Todos temos monstros dentro de nossas mentes. Todos temos mentes dentro de nossos monstros.
Os meus facilmente são postos para fora: basta que eu pegue uma guitarra e, um a um, eles afloram em sentimentos. De todos, são os raivosos e angustiados que se sobressaem, numa infeliz falta de delicadeza. Por outro lado, a agressividade progressiva se mostra bela e intrincada.
Alguns monstros mordem e dilaceram. Este aqui apenas se faz ouvir.

terça-feira, 13 de julho de 2010



Como uma cobra no vidro, só me resta brincar com os ratos.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Espere o inesperado

Expectativa é uma coisa engraçada: tu a tem, sem saber a razão. A única coisa clara é o fato de tê-la e não se satisfazer quando ela não atende ao que esperava.
Quando tu se deixa levar pelas experimentações, pelas sensações e pelos desejos as expectativas ficam um tanto esquecidas. Quando tu se vê experimentando ou sentindo algo novo, desejando e apenas isto, não pensa que poderia ser melhor. Não é parecer sem exigências, mas aprender a viver de uma maneira nova te faz criar coisas novas, sejam atitudes, idéias e até mesmo expectativas.
Não estenderei-me com pouca clareza, serei direto e reto: não fantasie a vida, viva ela. Desplugue-se do que te prende e faça acontecer, sem esperar por nada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

O erro perfeito

Das evidências deixadas pelos crimes imperfeitos, não há melhor evidência do que a deixada propositadamente.  Há crimes tão perfeitos que sequer deixam evidências, como aqueles cometidos com a intenção do erro. Errar propositadamente não é errar, é acertar ao avesso.
Poucos são os capazes de tentar errar. Somos ansiosos por fazer certo e correto que esquecemos do clichê "aprenda errando", ou ainda "aprenda com seus erros". Os acertos vêm deles, os erros.
Conclusivamente posso afirmar: não há mais belo erro do que aquele em que deu certo.

(exercitando a arte de não me fazer entender II)

sábado, 26 de junho de 2010

Permita-se


A máquina cerebral sem dúvida é fantástica: controla uma outra máquina tão complexa e digna de elogios, em muitos casos, que chega ser esquecida, eventualmente.
Muitos deixam passar belas engenharias mentais por pura preguiça de entender a mecânica por trás. Somo tão ansiosos por sair operando e brincando que, simplesmente, abstraimos o manual do usuário e cometemos erros terríveis. Muitas das vezes basta apenas uma olhadinha para o mecanismo que, de tão simples, parece bobo. Porém, esquecem-se que a simplicidade do funcionamento implica numa responsabilidade muito grande de sua eficiência. Por conta disto que se deve dar atenção aos detalhes, aos sinais, aos sons, aos movimentos, à forma.
Permita-se conhecer os mecanismos viciantes da máquina imperfeita alheia, especialmente se ela controlar outra bela maravilha da engenharia divina. Permita-se montar e desmontar o outro e a si. Permita-se.
Importe-se de menos, viva de mais e aproveite o suficiente. Excessos serão permitidos.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Só se pode ter aquilo que se permite não ter.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Aquela inconveniente simpatia que vem, embreaga, sauda e se apresenta...






















































































































































































prazer, eu sou o Mendigo!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

De gênio e louco todo mundo tem um pouco.
Assim como Dante, todos temos infernos.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Se for pela busca da verdade, mentirei por toda eternidade.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Desconstruindo a forma chega-se a novas maneiras de se ver o mesmo.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Destruo a máquina na tentativa de satisfazer a alma.

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Ser é apenas moldar-se à maneira que lhe convém. Existir define a capacidade da sua mente para tal. Todos São mas nem todos Estão, porém quando todos Estiverem todos Serão.


(exercitando a capacidade de não me fazer entender)

terça-feira, 20 de abril de 2010

IMAGINA

Imagina se não houvesse pólvora nem dólar.

http://www.youtube.com/watch?v=0gu30vE3UiY&feature=player_embedded

domingo, 11 de abril de 2010


Fazendo das insatisfações a armadura da fortaleza imperfeita.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Por gentileza...



Quem nunca se perdeu por lugares já conhecidos? O mesmo caminho, as mesmas pessoas e... Onde sou? Quem estou? Não é difícil quando se está distraído, ou tão concentrado em se encontrar.

Temo, um dia, jamais me perder. Que graça teriam as coisas completamente conhecidas? Não desprezo aquilo que já tomei conhecimento, mas é sempre interessante se perder.


Sejam as ruas as mesmas, as pessoas as mesmas, jamais desejo andar pelos mesmos lugares sem pedir uma informação.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Deus cobra por sua alma, já Lúcifer o receberá de braços abertos."
"Só até este final-de-semana: cama box casal ao lado do Michael Jackson, por apenas 5 reais. Só aqui no Mercado Divino."
"Fé na cabeça dos outros é dinheiro em seus bolsos."

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Brincando de vida


As pessoas vão da euforia a depressão em segundos, podendo alternar tais sentimentos de forma tão aleatória que chega parecer psicose.

Penso que, se todos brincássemos de vida, onde cada um cuida da sua, tudo seria mais belo e colorido. Da mesma forma que, se menos pensássemos, mais felizes seriamos. Tal qual a criança que pega seus carrinhos e vê estradas por todos os lados, ou então a boneca que se torna filha, amiga, irmã e brinquedo. Seguindo este raciocínio creio que se apenas vivêssemos, menos depressão sentiríamos e menos remédios consumiríamos.
Será que ninguéem se contenta em apenas viver a vida?