domingo, 24 de julho de 2016
Refeição eloquente
terça-feira, 19 de julho de 2016
Eternamente
A arte, por si só, expressa-seFaz-te ouvir, ver e pensar
Também faz-te sentir
Às vezes, nem tão poucas, faz-te bocejar
Faz-te desejar mais... E até menos
Também faz-te regurgitar
Às vezes, com frequência, faz-te chorar
E, nessas linguagens, ponho-me a questionar
Que sentimento é este
Fazendo meu coração inflar e murchar?
Aceito minha incapacidade, ora
Não desejo ser tocado deliberadamente
Desejo, apenas, ser arte eternamente
domingo, 17 de julho de 2016
Fuga, jornada, vivência
sábado, 16 de julho de 2016
A carta
"Bloodlands, 6 de junho de 2016.
Caro senhor policial,
por favor, salve minha família. Por favor, salve-a dela mesma.
Já fomos ricos, já tivemos metade deste país em nossas mãos e a outra metade o restante de nossos familiares. Hoje eles pretendem realizar um jantar que, provavelmente, será o último. Meu pai disse "Tommy, você deverá começar. Você discursará durante o início do jantar. Você fará isso e começaremos o fim disso...", mas o papai não sabe que eu não desejo fazer mal. São minha família, também. E a terra e suas riquezas também são nossas.
Procurei a mamãe e perguntei como seriam as coisas, ela disse "faça como seu pai disse", mas tampouco ela tem alguma certeza sobre qualquer coisa. Senhor policial, até acho que a mamãe está mais assustada que eu. Eu gostaria de poder acalmá-la mas eu também gostaria que ela ou o papai pudessem acalmar a mim. Eu amo todos eles, não desejo o mal de nenhum.
Senhor policial, por favor, eu não quero jantar com a minha família hoje à noite. Eu já não sei mais por onde caminhar, o que pensar, as facas que devo escolher e à quem matar. Eu só queria estar brincando enquanto isso, simplesmente, deixa de acontecer. Quero entrar no carro antigo do papai enquanto ele dirige com a capota aberta, fingir que estou num avião enquanto eu só olho para o céu, vendo o azul, as nuvens e os pássaros que por alí passarem.
Por favor, senhor policial, salve minha família dela mesma? Eu sei que eles não possuem boa amizade com vocês, que o passado já foi turbulento, mas hoje eu lhe peço, quero poder abraçar o papai e a mamãe amanhã. Quero poder fazer aquele aperto de mão especial com o titio, brincar com os meus primos e pedir para a titia fazer aquele bolo que a mamãe nunca acerta a receita.
Senhor policial, esta será minha última frase, então por favor, pela última vez, salve minha família dela mesma.
Att.
Tommy."
quinta-feira, 14 de julho de 2016
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Então Se[lêncio] Optar
Que deste silêncio
Vive a murmuriar?
Que de tantos fonemas
Decidiste pelo nenhum?
Que de tantas melodias
Decidiste pela ignorância?



