quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Não é exatamente o medo que nos domina, mas sim a crença nele que nos condena.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Devaneio

Pergunto-me se te preocupas onde pisa
Pergunto-lhe se te importa o entre passo
Pergunto-me se importa o que te faço
Pergunto-lhe se preocupa minha sínica

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A bruta fragilidade

Sempre fui compreendido (ou mal?) dessa forma: "O Grosso". Infamemente sempre emendava que "todas dizem isso" mas, no fundo, sabia do que se tratava.
Nunca assolou minha alma. De forma alguma. Chateava-me o fato da sensibilidade alheia (não que eu fosse uma pedra), no entanto entristecia-me a falta de brutalidade do restante.
Não devo ser um exemplo próprio de brutalidade. Devo ter brigado 2 ou 3 vezes na vida, ainda na infância, por coisas supérfluas. Mas se sempre teve algo com o que sabia bater, esse algo eram as palavras. Mas a verdade e que eu nem sabia bater...
Quando eu desejava nocautear alguém as coisas se embolavam e se engasgavam em grunhidos ininteligíveis, algo que imagino como um cavalo tropeçando e caindo. No entanto, quando eu apenas expressava meu âmago, sinceramente, de forma clara e honesta, desejando estar sendo objetivo e sucinto, era aí que meus golpes eram mortais. Incrível! Era uma frase e POW! Outra frase e fim, venci por nocaute.
Mas esse era o problema: vencia batalhas que sequer travei. Sem empunhar uma arma, tampouco desferir um único golpe: eu simplesmente desmantelava as coisas por uma simples frase.
Por um período até considerei ser sina, por outro que de fato possuia uma arma secreta (de mim mesmo), ou que, tristemente, fosse uma característica problemática. Ao longo dos períodos, e pode-se contabilizar centenas de dias, milhares de horas e mais de meia década, percebi que o problema não estava propriamente na brutalidade, e sim na fragilidade.
O Universo é complexamente frágil.
O Sol é brutalmente simples.
A Lua é pura brutalidade.
A Terra é bruta.
A Natureza é complexa, frágil e bruta.
A Essência é simplesmente bruta, mas as palavras simplesmente fragilizam...
Porém, e isso é algo digno de contemplação, a expressão nem sempre será delicada e, por um pouco de esforço (talvez?), caberá à quem ouvir compreendê-la e "admirá-lá", afinal a simplicidade de todas as coisas é brutalmente frágil, tal qual a simplicidade é fragilmente bruta.