quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Conciso vs. Prolixo

Escrevi mil palavras com toda a capacidade prolixa que eu poderia exercer naquele instante e, ainda assim, nada chegava aos pés de "vem ficar comigo!"

terça-feira, 20 de setembro de 2016

E mesmo com medo tentei abrir os olhos

Bom dia, ou tarde ou noite para você que está lendo este texto no horário pertinente à saudação. Quem nunca temeu por aquele bocadinho de frio na barriga, não é mesmo? Aquela sensação de montanha-russa quando desce à todo vapor... Bem amedrontadora.
Mas o dia a dia é assim mesmo, cheio desses altos e baixos, desses frios que insistem em fazer com que tenhamos esse eterno medo do novo e dos riscos para com a sua chegada. É! Qual o problema disso? É de que algo dê errado? De que teus pais não estejam ali para dar suporte? De que ela não corresponda teu amor? De que ele não seja o homem por quem sonhaste? Da insegurança pelo amanhã? Da incerteza das concretizações dos teus planos? Diga-me, do que tens medo?
Eu já me perguntei tantas vezes do que tenho medo que a cada nova respostas eu me pergunto se o que eu temia antes eu permaneço temendo, ou se a grande verdade é que apenas esqueci e o novo medo é só o antigo lixado, pintado, envernizado e posto à exposição. É sim, é difícil demais. É horrível tentar não temer. Se medo fosse algo ruim, segundo Darwin, ele não nos faria companhia ontem, hoje, amanhã, na prova da semana que vem, no encontro daquele crush ou, até mesmo, na visita ao banco para consultar o extrato bancário.
Eu quase disse "às vezes", mas é fato que recorrentemente tememos pela nossa felicidade, alegria, emoção, amor, doação, carinho, afeto, importância, permanência e prevalecência na vida das pessoas, e essas pessoas também são aquelas às quais queremos estar na vida. Mas também há nós, individuo. Ser privilegiado de emoção e razão simultaneamente (sim, eu sei. Um é uma reação química em cadeia totalmente descontrolada, e a outra o oposto disso...).
Tá, mas e aí? Qual o problema? Qual o medo nisso? É pensar demais e viver de menos? É viver demais e pensar de menos? Equilíbrio não será possível? Então, meu caro, também não há problema! Se não houver equilíbrio e a balança pender para um lado simplesmente deixe o medo de lado pois, se tu não sabe o que te espera, então para que temer?
Deixe os receios e medos sempre ao seu lado quando for brincar na montanha-russa, assim eles podem se divertir e também esquecer de seus próprios medos e receios.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Jornada com escalas

Se pensares bem concordará que algumas jornadas são, deveras, ingratas. Não há necessidade de se pensar muito, ou avaliar. Também garanto-lhe que tampouco conhecer todas as jornadas se faz necessário. Acalme-se, não estou sendo prolixo.
Após anos e mais anos de idas e vindas, algumas mais longas que outras, acabo por me deparar com a jornada mais difícil até aqui: a jornada do outro. Sim, a jornada do outro. Que outro, deve estar se perguntando. O outro, que para ti deve ser à si; que para ele deve ser ao desconhecido; que para ela deve ser à mim. Sim, é deste outro que estou falando... Este outro que vive aqui, ali, lá, acolá. Este que, às vezes, permitimos se aproximar e pedir um copo d'água d'atenção ou então, apenas, um mísero trocado de ouvidos. Alguns desejam mais, claro. Alguns anseiam por alimento d'alma e embriaguez da loucura para, quem sabe num momento de epifania, possa viver a lucidez. Sim, é deste próximo que eu falo.
Mas, para ser franco, eu falo é dela. Ela quem possui suas inúmeras jornadas, uma mais longa que a outra. Ela quem já viveu de um tanto que "pouco" tornou-se mero verbete do Aurélio. Ora, claramente era dela de quem eu falava. Ela que também viveu das jornadas ingratas e que hoje, sem mais nem menos, começa uma nova jornada. E, assim, eu também.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Quando Beethoven prevê o futuro

Ao te ver
Comparei à Quinta
Mas ele, sem conhecer
Já sabia

Ao te conhecer
Comparei à Sonata
E sem prever
Já amanhecia

Ao me despedir
Senti a Nona sinfonia
E sem medir
Te despia

terça-feira, 6 de setembro de 2016

1 segundo

Era aproximadamente 15:20h (para ser franco olhei para o relógio naquele momento e eram 15h17min e 21s, e 22s, e 23s... Acabara de sentar naquele banco daquela praça. Foi a primeira vez que ia naquela praça. A verdade é que estava caminhando e, distraído pelo cansaço da caminhada, sentei para descansar. Não era um cansaço excruciante mas, de todo modo, pus me a sentar.
Olhei para o céu ensolarado e as nuvens pareciam imóveis. As folhas das árvores estagnadas. Pássaros não voavam. Cães não se moviam. O vento não soprava e a água da lagoa sequer ondulava. O mundo, pareceu-me, em instantes de pura morte...
Minha mente, como de costume, chocava a gravidade avassaladora entre duas estrelas que decidiram-se conhecer. No relógio eram 15h17min e 25s, e 26s, e 27s...

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

DIA(que)LOGO(inexiste)

_ Há quanto tempo?! - e me deu 3 tapas nas costas enquanto esboçava um sorriso largo.
_ Não tenho ideia. Talvez março?
_ Uau, março! Faz tempo mesmo. Lembra que estávamos neste mesmo bar? - e esboçava um sorriso largo.
_ Na verdade não tenho certeza...
_ Falávamos sobre a... Como era o nome dela? Alice? Berenice? Clarice...
_ Flávia.
_ ISSO!!! FLÁVIA! - quase aos berros.
_ Sim, Flávia.
_ Como ela está?
_ Terminamos.
_ Por quê? - cara de surpreso, mas nem tanto.
_ N razões. Foi sensata nossa decisão consensual.
_ Pensei que vocês fossem casar...
Dei de ombros.
_ Bom, que ótimo te rever, André...
_ Raphael...
_ Como é?
_ Meu nome é Raphael.
_ Isso, Raphael. Que cabeça a minha... - cara de desconcertado.
_ E falando nisso, como tu te chamas?