terça-feira, 20 de setembro de 2016

E mesmo com medo tentei abrir os olhos

Bom dia, ou tarde ou noite para você que está lendo este texto no horário pertinente à saudação. Quem nunca temeu por aquele bocadinho de frio na barriga, não é mesmo? Aquela sensação de montanha-russa quando desce à todo vapor... Bem amedrontadora.
Mas o dia a dia é assim mesmo, cheio desses altos e baixos, desses frios que insistem em fazer com que tenhamos esse eterno medo do novo e dos riscos para com a sua chegada. É! Qual o problema disso? É de que algo dê errado? De que teus pais não estejam ali para dar suporte? De que ela não corresponda teu amor? De que ele não seja o homem por quem sonhaste? Da insegurança pelo amanhã? Da incerteza das concretizações dos teus planos? Diga-me, do que tens medo?
Eu já me perguntei tantas vezes do que tenho medo que a cada nova respostas eu me pergunto se o que eu temia antes eu permaneço temendo, ou se a grande verdade é que apenas esqueci e o novo medo é só o antigo lixado, pintado, envernizado e posto à exposição. É sim, é difícil demais. É horrível tentar não temer. Se medo fosse algo ruim, segundo Darwin, ele não nos faria companhia ontem, hoje, amanhã, na prova da semana que vem, no encontro daquele crush ou, até mesmo, na visita ao banco para consultar o extrato bancário.
Eu quase disse "às vezes", mas é fato que recorrentemente tememos pela nossa felicidade, alegria, emoção, amor, doação, carinho, afeto, importância, permanência e prevalecência na vida das pessoas, e essas pessoas também são aquelas às quais queremos estar na vida. Mas também há nós, individuo. Ser privilegiado de emoção e razão simultaneamente (sim, eu sei. Um é uma reação química em cadeia totalmente descontrolada, e a outra o oposto disso...).
Tá, mas e aí? Qual o problema? Qual o medo nisso? É pensar demais e viver de menos? É viver demais e pensar de menos? Equilíbrio não será possível? Então, meu caro, também não há problema! Se não houver equilíbrio e a balança pender para um lado simplesmente deixe o medo de lado pois, se tu não sabe o que te espera, então para que temer?
Deixe os receios e medos sempre ao seu lado quando for brincar na montanha-russa, assim eles podem se divertir e também esquecer de seus próprios medos e receios.

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