Se pensares bem concordará que algumas jornadas são, deveras, ingratas. Não há necessidade de se pensar muito, ou avaliar. Também garanto-lhe que tampouco conhecer todas as jornadas se faz necessário. Acalme-se, não estou sendo prolixo.
Após anos e mais anos de idas e vindas, algumas mais longas que outras, acabo por me deparar com a jornada mais difícil até aqui: a jornada do outro. Sim, a jornada do outro. Que outro, deve estar se perguntando. O outro, que para ti deve ser à si; que para ele deve ser ao desconhecido; que para ela deve ser à mim. Sim, é deste outro que estou falando... Este outro que vive aqui, ali, lá, acolá. Este que, às vezes, permitimos se aproximar e pedir um copo d'água d'atenção ou então, apenas, um mísero trocado de ouvidos. Alguns desejam mais, claro. Alguns anseiam por alimento d'alma e embriaguez da loucura para, quem sabe num momento de epifania, possa viver a lucidez. Sim, é deste próximo que eu falo.
Mas, para ser franco, eu falo é dela. Ela quem possui suas inúmeras jornadas, uma mais longa que a outra. Ela quem já viveu de um tanto que "pouco" tornou-se mero verbete do Aurélio. Ora, claramente era dela de quem eu falava. Ela que também viveu das jornadas ingratas e que hoje, sem mais nem menos, começa uma nova jornada. E, assim, eu também.
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