quarta-feira, 17 de junho de 2015

Sabedoria esfarelada (Cimento indigno)

Conhecimento é necessário até que ponto? Já se perguntou? Não importa o tipo ou a motivação: quase prudente e sensato é o conhecimento sobre tudo o que se deseja? Não sei.
É fato que não sabemos de tudo, que não saberemos de tudo e que, tampouco, deixarão que saibamos de tudo. Sim! Por vezes, e essas são muitas, o mais plausível é que estejamos à margem da ignorância. Exatamente! Mas não por que assim desejam, e sim para o nosso próprio bem.
É evidente que nem todos sabem lidar com a liberdade que lhe é proporcionada. Alguns não saem da caverna, outros relutam em deixa-la e, tantos, sequer sabem o que fazer dela. ELES NÃO SABEM O QUE FAZER. Sim, recebem a liberdade e não compreendem seu valor. Pior, não compreendem seu significado. Liberdade é poder voltar ao local de onde se partiu sem remorso da jornada. E ir sem temer retornar. É o despudor em não viver alienado.
Então, caro, pergunto-lhe se é sensato que todos saibam! Diga-me, dentre tuas ignorâncias, é cabido que todos detenham sabedoria? Se assim fosse, nosso sistema não existiria. Se nosso sistema não existisse não caberiam pessoas que o alimentassem.
De todo modo, sem entretantos e menos ainda com entrepoucos, creio na ignorância como rumo e acerto à felicidade. Sem dúvida.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Nego-te a mediocridade

Eu já estive do lado contrário. Sei exatamente como é esse tipo de situação. A diferença é que naquela época eu não tinha a experiência e os anos de lados trocados que possuo hoje. De fato não mesmo.
No passado eu gostaria que alguém questionasse a razão daquela (ou daquelas) atitudes. Seria reconfortante! Talvez tivesse me transformado mais cedo, cometido menos erros e, quem sabe, escrito as primeiras palavras desse texto anos antes. Mas não, nunca disseram nada... E sempre julguei agir corretamente. E também, eu não dizia nada para ninguém (algo que devo reconhecer). Mas eu não dizia pois eu entendia o que a pessoa estava passando, então fazia o que imaginava correto e, simplesmente, a deixava em paz (tal qual eu fantasiava ser a real vontade por trás de mim mesmo).
Mas hoje cá estou, anos depois de alguma coisa que já deveria ter acontecido. Feliz? Infeliz é que não! Porém com essa sensação amarga de voto de confiança desperdiçado por algo completamente leve e desprendido de obrigações. E essas desobrigações nos levam à ilusão de que sequer as obrigações humanas são necessárias... Até o dia em que notamos o quão desumanos fomos e quão isso é incongruente com a nova realidade.
Mas não sou juiz, sou justiça. Serei sempre em favor da lógica, seja ela ilógica pois, se até os números são imaginários, quem serei para questionar? Sou capaz de somar vazios e possuir algo, ao fim. Paradoxo, mas possível.
Devaneios a parte, é disso que necessitamos: começo, meio e fim. Começo com risos, meio com gozos e fins com adeus. Desses sem drama, sem choro e sem remorso pois foi verdadeiro. E ai de quem negar adeus. Coubera as vestes da mediocridade àqueles que se negaram. E àqueles que a tiveram negada? Um eterno sonho de desejo.