Às vezes basta agradecer ao universo por manter a mente calma.
Não, nada mudou. Nenhuma molécula.
O que importa é que chove lá fora e, enquanto lá fora chover, aqui dentro ficará em paz.
Uma gota para cada pedaço de mim que a chuva acalmar.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
À chuva
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
O Inferno de Nós
Toda entorpecimento abre uma janela. Todo aprofundar de níveis inebriantes apresentam novos círculos.terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Eletricidade radioativa
Significado 1: Impulso elétrico propagado entre, somente, dois neurônios. Capaz de destruir o restante da massa encefálica.
Significado 2: Capacidade cerebral da incapacitação d'órgão através de um único impulso elétrico.
Significado 3: Incapacidade neurológica de conter descargas elétricas d'atmosfera interna.
Significado 4: Completa desistência d'alma em procurar sentido na maquinaria.
Significado 5: Morte funcional d'órgão cerebral. Insuficiência de recursos internos para mantimento da razão.
Significado 666: Alusão ao divino.
Significado 7: Suicídio alegórico das idéias metafóricas.
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Doa-se uma alma.
Implora.
Só assim será ouvida.
Clama.
Talvez não seja esquecida.
Consuma.
Jamais será bem-vinda.
Doa-se uma alma. Sem manual, sem truques. Aceite. É de coração.
Doa-se uma alma. Se na Galeria das Almas tivesse ganhado a chance, teria optado por outra.
Doa-se uma alma. De tão vazia não cabe mais em mim.
Meus órgãos levarei comigo. Minha alma é de quem se apoderar.
!!!NÃO ACEITO DEVOLUÇÃO!!!
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Na rua, no elevador, no corredor ou no trem, se seu cheiro surgir, entrego-me.
Não precisa ser ela, tampouco a outra. Basta a qualquer.
Não é um ode às tantas, ou às poucas. Sequer falo delas.
Neste lugar em que me encontro não se faz necessária qualquer intimidade.
Nem procuro sentido para aquilo que mal compreendo. Não mesmo.
Nós, consumidores, somos assim: sem explicação. Sem manual.
No dia da criação as perguntas foram esquecidas. Para que agora?
Nem sempre o tenho, mas quando surge é avassalador.
Narinas em posição de ataque: consumam o que existir. Onde existir.
Quem colocou este cérebro dentro de mim?
Quem colocou este cérebro dentro de mim?
Quem decidiu?
Por quê o escolheram?
Justo a mim?
Beba do meu veneno!
Por quê não te intoxica? Maldita...
Beba... Quem sabe te afogo com mais do tanto. Quem sabe.
...
Justo a mim o escolheram. E sou o responsável pela decisão.
Dance cérebro! DANCE!!!