Eu?
Eu gosto de observar o céu...
As ondas.
O andar da sombra na janela.
Eu?
Seduzo-me pelo movimento...
Inquietante.
Fonte de saborosa curiosidade.
Eu?
Hahahahahahahahaha
Não queira saber.
Desvende-se e então encontre-me.
Eu?
Eu gosto de observar o céu...
As ondas.
O andar da sombra na janela.
Eu?
Seduzo-me pelo movimento...
Inquietante.
Fonte de saborosa curiosidade.
Eu?
Hahahahahahahahaha
Não queira saber.
Desvende-se e então encontre-me.
Não é como se o conforto estivesse no isolamento, tampouco ausência ou silêncio. O conforto, neste âmbito, é inexistente. Não há sequer um lampejo de possibilidade, na qual, haja exclusão de seres em ambiente privado e singular.
Se, por si houvesse, tal demente desejo a possibilidade em realidade, qualquer afortunada conclusão daria-se por simples cessar de existência, frequentemente mal interpretado por sociedades, religiões e eruditos dos assuntos da psique.
Há, como se nunca houvesse antes, a necessidade pela manutenção e mantenimento dos bons, claros e aceitos preceitos morais e sociais aos quais qualquer ser humano deva-se engajar, afiliar, militar e guerrear.
Entretanto, não encara-se a misantropia como saudável, plausível e compreensível de habilidade sociopolítica. Credito ao pensamento o vislumbre singular do indivíduo, quando, na verdade, persiste a povoada mente humana.
Pergunto-me:
- O que pensou Da Vinci?
- Michelângelo?
- Jesus?
O que pensaram tantos outros quando atribuíram vida ao inanimado? Como puderam? Como perseguiram? Como enlouqueceram? Recobrarem-se e novamente se perderam?
Se Vênus, como viva?
Se morta, como Vênus?
Se em tempo, como atemporal...
(Sinapses Desvairadas)
Merda. "And here I go again".
Não havia notado, em meio a embriaguês, o quão dramático és meu eu ébrio. Gosta de manifestar suas inquietudes, estabelecer seus devaneios às coisas triviais e mundanas.
É existencialista às avessas, afogando-se na piscina para crianças e trepidando aos limites do meio-fio. Põe-se imaginar cenários obtusos de circunstâncias agudas e totalmente hipotenusas, sem qualquer ideia das possíveis incógnitas.
Seguramente poderia-se perguntar "¿Qué paso?" e tranquilament respondería "Nada." Ou "Nothing." Ou nada...
Senão o desejo de quietude, nada aconteceu neste inquieto universo que, volta e meia volver, clama por silêncio em meio o ensurdecedor.
(Sinapses Desvairadas)