É óbvio que você não tem culpa de nada. Você chegou no meu presente, conheceu-me ausente e agora quer que me torne frequente. Sim, usei rimas para descrever a falta de culpa que você tem.terça-feira, 23 de agosto de 2016
Desajeitado
É óbvio que você não tem culpa de nada. Você chegou no meu presente, conheceu-me ausente e agora quer que me torne frequente. Sim, usei rimas para descrever a falta de culpa que você tem.sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Saudades...
Onde estás tu?
Teu sorriso, riso e cheiro
Onde estás tu...
Que nesse entremeio perdi?
Fugiste? Não...
Desejo que seja engano.
Nunca te liguei à essa hora
Que seja!
Disquei teu número errado
Mas ligou certo
Será que esqueci
Como faz para te esquecer?
Só trouxe-me recordações
Tua voz e entonação
Tanto quis estar mas...
Pouco podia ser.
Leve-a, Dante!
Arraste-os, Virgílio!
Que Lúcifer os abrace
No final de todas as peregrinações
Não vos desejo em imagem
Tampouco memória
Se a paz me visitar
Que seja categórica
sábado, 13 de agosto de 2016
Esse silêncio que clamas
Talvez eu pudesse ser esse silêncio que tu clama de dentro da alma. Essa vontade que tu murmura por entre um pensamento e outro e eu, atento em sonho, percebo como vociferações danadas de vontades. Tu não as percebe. Creio que em teu jazigo vertical e ambulante as intempéries neurais tampouco lhe causam efeito, no entanto a sintonia trazida por Morpheus aniquila qualquer sono puro que eu possa ter.
Todas as noites, sonos e todos cochilos são assim, como se nada pudesse ser devidamente desligado. Eu só desejaria não poder te ouvir, não te sentir, não saber o que tua alma clama quando nem mesmo tu ouve à ti. Talvez eu pudesse ser o silêncio que tu clama de dentro da alma. Teus anseios, desejos, dúvidas, inseguranças e incapacidades... Talvez eu pudesse ser isso tudo para ti. Tudo e até mais um pouco. Eu poderia ser tu se assim quisesse. Poderia suportar tuas dores, medos, aflições e desesperos. Eu seria, em mim, tudo aquilo que tu quisesse ser para ti entre um clamor e outro, aos sussurros enquanto deseja calma, paz e plenitude.
Talvez eu pudesse ser esse silêncio que tu clama de dentro da alma. Eu gostaria que tu dissesse o mesmo, que tu será capaz de acalentar a frieza, afagar o rústico, abraçar os espinhos, acariciar as lâminas, beijar a eletricidade, segurar a chama, iluminar a escuridão, acalmar a inquietude, molhar o seco... Ser porto de tudo que é desgovernado. Eu gostaria de verdade pois eu não murmuro de dentro da alma, eu clamo à plenos pulmões: junte meus cacos. E se ao juntar abandoná-los, tudo bem, estará em direito pois jamais fui clausura pois talvez eu pudesse ser esse silêncio que tu clama de dentro da alma.
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Allegro (em D sem C)
Era assim, cheia de personalidadePossuía seu timbre único
Também existia excentricidade
Entre um tom de cor e outro
Excelentes para sempre mover
Entre uma e outra canção
A parte que mais gostava em mim: a mão
Ao olho, sempre atento, não existia
Em cada curva, canto e vinco
Mas sem dúvida, do todo sonoro
O que gostava era o canto enquanto grunhia