terça-feira, 23 de agosto de 2016

Desajeitado

É óbvio que você não tem culpa de nada. Você chegou no meu presente, conheceu-me ausente e agora quer que me torne frequente. Sim, usei rimas para descrever a falta de culpa que você tem.
Não se iluda, não estou pedindo desculpas. Você não tem a obrigação de me compreender. Eu mesmo entro em conflito comigo, mas isso não nos dá direito de esquivar quando decidimos ser honestos. Ok, foi erro meu! Te confiei segredos que, segundo você, leu em meus olhos. Mas não era direito teu expô-los à mim e esperar que eu ficasse em silêncio. Você não é ingênua... Que pecado foi esse?
Não estou aqui para julgá-la... Quem sou eu? Quem sabe é esse teu jeito que torna o meu jeito desse jeito, sem jeito.

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