sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Recordações que vagam a memória

Lembro como se fosse ontem (início de conversa de velho), há uns 15 anos atrás aquele fim de tarde chuvosa.
Via-se as lanternas dos carros no asfalto, poucas pessoas pela rua: necessitados, atrasados ou pessoas de açúcar acabavam por transitar rapidamente entre uma calçada e outra, buscando abrigo ou o destino da sua molhada trajetória. Mas para mim bastava uma arvore.
São difíceis as áreas arborizadas em São Paulo - sem citar parques e outras reservas - mas as ruas próximas de casa naquele 2002 eram lindas. E naquela beleza toda da rua, já anoitecendo e aquele cheiro de chuva, combinado ao defumado  também permeava o ar e roubava a cena com tudo ficando molhado e mais cheiroso (...)
Hoje, 2017; 15 anos após aquele janeiro de 2002; na sacada estava, novamente, sentindo a mesma combinação de odores aquela noite...

Lembrança vs. Premonição

Lembranças do passado, por óbvio, só podem ser lembranças, afinal "lembrar" do futuro chama-se premonição.