Sim, um pouco eu já deixei. Mas sabe, para alguém que nunca deixa, todo pouco torna-se muito.
Então deixei muito, muito mesmo. Deixei um tanto que jamais pude imaginar possível e capaz. Deixei que desgarrasse, que se atrevesse sem rodeios pois já estava lá, de rédea pendurada e fôlego errante. É.
Mas foi aos pouco, poucos desses raros que, por fim, pude deixar esse muito necessário livre, essa entidade que só faz pouso onde acha que deve mas sabe que todo lugar é para vôo e revoada.
Sim, eu me chamo assim, essa entidade chamada liberdade.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019
Entidad[e]dadrebiL
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
(des) Amores dentre Amores
Daqueles amores dos quais somente os amores te fazem falar de coisas que ninguém mais, senão o amor, te fazem falar.
Do fascínio e da sedução. A entrega à interlocução. Os incontáveis instantes dos quais dividi contigo e sinto desde satisfação à arrependimento.
Não é fácil.
Como te permiti fora da minha vida eu não sei, e olha que te conheço há tanto tempo... Sinto até constrangimento por saber que tu sempre foi meu melhor mas sempre te pus alheio aos teus piores...
Mas escute, dentre idas e vindas te quero sempre aqui, companheiro e digno de nós. Te amar é o mínimo, mas me Amar é o digno.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
Sinto muito
Nunca falei dessa dor. É, nunca a senti, logo é uma consequência factual e obscena. Em questão está o acidente do qual não sei se tirei a vida ou se dei descanso. Se finalizei ou se iniciei. Se trouxe alento ou desespero. Sim, é factual a consequência do ocorrido que alugmas dessas deliberações sejam pura verdade - e mesmo que fosse ficção, permaneceriam no universo plausível. Mas não, não venho com alegria ou satisfação. "Factualmente", venho vazio de mim numa dor sem tamanho... Sim, vazio por transtornar outros "preenchimentos".
Sim, foi um acidente.
Pequenesas megalomaníacas
Sei lá, tem tanta gente doida. Às vezes tem eu no meio, mas eu acho que não sou doido suficiente. É. Sei lá, talvez seja essa incapacidade de se reconhecer no meio. Talvez, vai saber, sou só outra molécula d'água dentre um oceano e, salgado, acabo com sede. Vai saber.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Do objeto, não do objetivo
Sim, você é assim, daquelas obras raras, belezas classicas e contemporâneas. Você é assim, sempre um paradoxo do que sim ou do que não. Você vive. Você viverá. Você permanecerá. Mona Lisa do agora, amanhã e depois, você viverá para ser contemplada, discutida, almejada e desejada. Sim, você não terá direito. Seu direito será de aceitar que não está sob seu controle: o desejo, a vontade, fascínio e amor alheio. Que você, complexa como uma Vênus, não poderá usar de seus braços para evitar. E mesmo que o tempo mude as Vênus, não caberá à você decidir se sim ou se não, pois há nesse universo a condição de aceitação, independente do seu desejo. E mesmo você não gostando, se houver a mínima motivação, você não poderá dizer "que não" pois condições universais não se discutem, se contemplam...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019
10 anos de reflexões
Somente existe o calor.
O frio é mera ausência e o morno sua transição.
Se morno, decida-se.
Não aqueça se não possuir a intenção de ferver.
Mas se ferver, cozinhe.
Se congelar não retire do zero absoluto e consuma.
Hipotermia não é mera ausência de calor...
Pequena Engrenagem
Pequena Engrenagem, não deixe de buscar entender seu propósito nesta imensa máquina.
Não importa sua função, seu ritmo, seu lugar ou arranjo.
Você é importante para este imenso, intenso, detalhado e intricado mecanismo. Oh Pequena Engrenagem
E s c r i t o V i v o
Talvez eu devesse fazer diferente
Escolher novas sementes
E colher frutos diferentes
Para alimentar uma nova mente
Quem sabe se eu fizesse igualmente?
Eu manteria meus dentes
Vocês teus pretendentes
E, quem sabe, desfrutaríamos do presente
Mas de que vale o inerente
Caminho já com poderes
De inúmeros seres resplandecentes
Com vontade incoerente