Enquanto contemplo os olhos teus
Tu invade minha alma através das janelas
Enquanto fico a contemplar os azuis das tuas cortinas
O alarme não toca, meu cão não late
E tuas janelas ficam assim, escancaradas
A brisa aumenta, o vento tremula a chama da vela
Para que apenas eu fique aqui, a contemplá-la
Vasculha minhas gavetas, revira meus armários
E eu? Somente a vislumbrar tais cortinas
Que bagunça! Que zona! Quem esteve aqui?
E alguém esteve aqui?
Só lembro de admirar o azul que precede a entrada da tua alma
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