Estava caminhando sobre as nuvens, com o Sol castigando minha pele. Era gostoso. Lá é tão frio que qualquer calor era bem-vindo. E subitamente fui surpreendido por um balão. Era daqueles meteorológicos, brancos e enormes. Foi engraçado. Ele parecia uma nuvem se elevando e, quando menos esperado, puf! se fez pleno balão. Poxa vida, como eu ri. Deitei na mesma hora, na nuvem mais consistente que vi, e rolei de rir pelo susto. Então, como se não bastasse toda aquela emoção, ouvi um rugido. A cada segundo tornava-se mais ensurdecedor. Mais e mais. Insuportavelmente mais. Era um foguete da NASA, com a missão para Marte. Não pude acreditar e peguei carona.
Hoje, alguns anos depois, confesso que quando fomos atravessar a atmosfera o calor era tão insuportável que desisti. Voltei para minhas nuvens e o castigo solar matinal.
Amo vocês, nuvens.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Ode às nuvens (2)
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