O que acontecerá quando o vento deixar de soprar? Das ondas empurrar? E dos cabelos bagunçar?
O que restará por dentro do oceanos revoltosos? Sem as ondas para surfar? E sem os cabelos para embaraçar?
O que sentiremos sem as brisas e seus perfumes? Sem nada respingar? E nem das franjas assassinar?
E se meu vento deixou de soprar? E se meus mares acalmaram? E se meus cabelos não se penteiam?
E se me pergunto e não me respondo? E se não me indago por que não duvido? E se não sei pois deixei de querer?
E se cansei e não ousei aceitar? E se passei à amar e me reconfortar? E se encontrei o que nunca procurei?
Enquanto os ventos, mares e cabelos existirem, terei certeza de que tudo permanecerá errante.
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