Círculos, forma geométrica que consegue ser tudo ao mesmo tempo, menos o nada. São os círculos que trazem o constante movimento em todos os âmbitos terrestres. Lembro de ouvir uma citação de um certo insano, tão ou mais que eu, dizendo que "nada se cria, tudo se transforma".
A percepção de início, meio e fim é uma das mais ingratas à nós, seres racionais. Às vezes, não poucas delas, notamos que cada instante desses ciclos e, ao tentar compreende-los, entramos em uma pequena avalanche de acontecimentos, uma sequência desenfreada de racionalização emocional ou razão emotiva. Esse looping, em forma de helicoide, predominantemente descendente, nos leva às mais profundas questões pessoais quando o assunto é início, meio e fim.
O início é sempre a partida de um ciclo no qual o destino é desconhecido; não há razão para sabermos todos os pormenores do destino, o que verdadeiramente importa é percebermos essa novidade para que não passe em branco em nosso atribulado cotidiano. Também é do início a responsabilidade pela emoção. O meio é a parte mais valiosa, cheia de acontecimentos, lembranças e histórias. O meio é o que verdadeiramente importa de um ciclo, é dele que nascem as plantas e que colhemos seus frutos. É dele que também morrem as mesmas plantas e ainda podemos aprender a cuidar e colher. E o fim é o encerramento, seja ele abrupto, esperado ou premeditado.
Quanto ao fim, para muitos, é apenas o início... Mas outro texto poderá contar melhor esta história.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Ciclos - Parte I
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