De todas as coisas as quais eu mais adoro em um dia ensolarado, as nuvens ganham disparado.
Elas parecem singelas, apenas indo de um lado para o outro conforme a vontade do vento, mas a verdade é que se tu considerá-las amigas, até pode vir a ter certo relacionamento. Todas manhãs acordo e logo vou à janela espiá-las: “Será que vocês farão o céu azul e belo ou o deixarão acinzentado?”, pergunto. Há dias em que elas já choram declarando como estarão no decorrer do dia, há dias em que não se definem quanto a uma resposta clara.
Elas parecem singelas, apenas indo de um lado para o outro conforme a vontade do vento, mas a verdade é que se tu considerá-las amigas, até pode vir a ter certo relacionamento. Todas manhãs acordo e logo vou à janela espiá-las: “Será que vocês farão o céu azul e belo ou o deixarão acinzentado?”, pergunto. Há dias em que elas já choram declarando como estarão no decorrer do dia, há dias em que não se definem quanto a uma resposta clara.
Contudo, de toda minha fascinação e estima, só existe um momento do dia em que, dependendo ou não, as odeio indefinidamente: meio-dia. “Queridas, qual a razão de fazer o céu incrivelmente belo se serei eu, aqui em baixo, quem arderá sob os raios do Sol?”, pergunto-me.

que belas contemplações: as nunvens e seus enigmas! que ótima sensação deve se ter na relação e no diálogo com eles, quando nas extremidades dos dias.
ResponderExcluirlindo texto...
Posso ver nas entrelinhas do teu texto e te digo: FPS50.
ResponderExcluirMentira, foi como eu disse, é ponto de vista. E neste caso, com os tais rodeios, ficou tão mais bonito. Bela estreia.
Eu já abro a janela e espero o meu dia cinzento, caso esteja chovendo, imediatamente faço um café preto e ouço um blues enquanto saboreio um cigarro...
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