terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Por trás das nuvens


De todas as coisas as quais eu mais adoro em um dia ensolarado, as nuvens ganham disparado.
Elas parecem singelas, apenas indo de um lado para o outro conforme a vontade do vento, mas a verdade é que se tu considerá-las amigas, até pode vir a ter certo relacionamento. Todas manhãs acordo e logo vou à janela espiá-las: “Será que vocês farão o céu azul e belo ou o deixarão acinzentado?”, pergunto. Há dias em que elas já choram declarando como estarão no decorrer do dia, há dias em que não se definem quanto a uma resposta clara.
Contudo, de toda minha fascinação e estima, só existe um momento do dia em que, dependendo ou não, as odeio indefinidamente: meio-dia. “Queridas, qual a razão de fazer o céu incrivelmente belo se serei eu, aqui em baixo, quem arderá sob os raios do Sol?”, pergunto-me.

3 comentários:

  1. que belas contemplações: as nunvens e seus enigmas! que ótima sensação deve se ter na relação e no diálogo com eles, quando nas extremidades dos dias.
    lindo texto...

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  2. Fernanda Fer01/12/2009, 22:49

    Posso ver nas entrelinhas do teu texto e te digo: FPS50.

    Mentira, foi como eu disse, é ponto de vista. E neste caso, com os tais rodeios, ficou tão mais bonito. Bela estreia.

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  3. Eu já abro a janela e espero o meu dia cinzento, caso esteja chovendo, imediatamente faço um café preto e ouço um blues enquanto saboreio um cigarro...

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