Por mais bela que seja a natureza, petrificando árvores milenares, ninguém percebe a mais visível das petrificações.
Se o cérebro, casa da razão, é tão estimado, como podem permitir não ver a casa de pedra da emoção?
Um dia esta casa foi de madeira. Permitia-se dobrar, torcer e moldar. Até mesmo crescia e florescia, dava frutos e alimentava. Hoje, com céus cinzas, cidades cheias e pessoas vazias a natureza encarrega-se de continuar seu ciclo de petrificações.
E não há pedra mais dura que a da casa da emoção.

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