terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Se sei?

Assim como Haley, o vazio assombra meu mundo de tempos em tempos. Diferente somente por não ser previsível e, também, por deixar sempre uma marca.
Perguntam-me se sei das coisas. Como se saber das coisas fosse de grande conforto, um alento à alma. Como se saber das coisas fosse lá grande coisa.
Só sei que nada sei? Deixo para quem é cliché em vida! Assumo a ignorância, mesmo.
Assumo residindo no cemitério em que resido!
Desabafo? Raiva? Ira? Tampouco.
O desgosto é dum amargor que só dá prazer à quem não se contenta com o doce, pois doce demais causa diabetes, e de enferma, quem sabe, já basta minha racionalidade.
Racionalidade...
Racionalidade é uma enfermidade! Uma febre sem fim!
E se sei se é enfermidade? Que me interessa?! Assola-me até na ignorância.

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