segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Rrrrrrrrrrrrrr

Arranhei tudo que pude. Senti o atrito das unhas com o crânio. Senti o cheiro de sangue. Senti o sabor das lágrimas.

Arranhei tudo o que pude. Sentia os ossos rasparem. Os vincos se formarem. Os trancos dificultando.

Arranhei tudo o que pude e sequer fui capaz de desfazer o mínimo do que quisesse desfazer.

E arranhei tudo o que pude.

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