As regras não são universais, o que já implica na impossibilidade de aplicá-las deliberadamente. Isso não torna tudo desordenado, apenas sutil às interpretações. Um jogo sem regras não é jogo, é balbúrdia. Regras sem jogadores são pura idiotice. Estúpidas tais quais as criaram.
Se o universo uniu tantos outros universos, e isso (des)acontece constantemente, é importante que o acaso (para que sermos tão rígidos?) seja valorizado: é o jogo sem regras, fadado aos acontecimentos do meio (início e fim, também). O descaso, infelizmente, faz parte das regras sem jogo.
Aqui fica algo desagradável de se admitir, ou até reconhecer, mas todo mundo já passou por isso, ou praticou (quem nunca? Poupe-me!) em algum momento: sabe aquelas regras próprias, baseadas na (im)pura ignorância? Sim, as do tipo "se ele fizer isso não falarei mais com ele" ou "se for assim nem pensar". Ainda tem aquela "não falo com ela se ela não falar comigo". Percebem? Regras sem jogadores! Doutrinas próprias nascidas de masmorras internas desonestas.
Mas hoje foi um dia dos jogadores conhecerem as regras do jogo em que assumiram participar. É sábio dizer que, após apresentar as regras, é permitido desistir. Todos estão desobrigados dos jogos e, acima de tudo, desobrigados das regras. É impossível uma pessoa jogar futebol contra alguém que está jogando vôlei. Entendem?
Há jogos secretos, com participantes omissos e ingênuos. Para esse tipo um outro texto...

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