Parado e flutuandomeus pés deixam de tocar o chão.
Na incrível sensaçao
em que a falta de controle é óbvia,
só penso que acima do chão
paira minha paz.
Na perfeita abstração,
seja colorida ou em preto e branco,
me vejo assim, flutuando.
Na irrealidade convéxa,
com tendência finita,
jamais calculável... Infinita realidade.
No plano cartesiano
me coloco acima do zero absoluto,
seja ele Fahrenheit ou abissal.
Perfeita matemática,
produtora de elípse inominável,
ponha-me acima da realidade.
Seja na perfeita abstração,
tanto colorida quanto preto e branco,
me quero assim, alguns graus acima da realidade.
(Encontros com o Passado: 16/06/2007)
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