Vejam só esses tempos verbais, completamente arrogantes entre si. Pensam que são onipotentes quando, na verdade, não passam de irmãos do mesmo sangue, só nascidos em épocas diferentes.
Desejam brincar juntos de ciranda, de paga-pega e de quem fica mais tempo sem piscar, mas não são capazes de sequer conviverem ao mesmo tempo no mesmo lugar. Ironia? Talvez das mais ingratas. Gostariam tanto de conviverem... Pobre irmãos.
Mas há um segredo, que era de conhecimento somente deles, que vou revelar: eles podem saciar seus desejos através de nós, permitindo encontros de nós com nós mesmo, de épocas diferentes; com quem traga lembranças da alvorada prazerosa, não esquecida, apenas adormecida.
Raia teus sóis enquanto contento-me com apenas um. Dono de passado, presente e futuro.
Encontro com o Passado (tributo à setembro de 2007)

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