terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Vestes impróprias

Foi muito duro quando, enfim, pude não mais vestir minhas armaduras e ser feliz. A dureza estava em reconhecer um mundo no qual proteger-se não era necessário. Mas, sem querer, uma a uma recoloquei as peças e, desta forma, deixei de sentir o teu toque, o teu abraço, o teu calor. Perdi, em mim, o que tinha encontrado.
É verdade que a liberdade é para aqueles que podem, e não àqueles que querem, mas sermos livres de nós mesmos é, de fato, para quem pode? Se eu livrar a mim então o que restará? Com quem ficará? Será que sobreviverei?
Eu amo tanto o fato de ser amado, mas será que há amor de mim? Será que sou capaz de sentir por mim o que sinto por outro e doar o que me doo à outro?
Fazer feliz a mim mesmo é tão difícil que pergunto-me como alguém consegue alegrar minha alma do jeito que tu consegue quando está próxima... E eu quando estou sem minhas armaduras.

Por quê as vesti? Como voltar a me despir...

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