Quando o universo vibra e não ressonamos juntos significa que estamos mortos. Mortos de espírito. Mortos de emoções. Mortos que perambulam. Perambulamos feito estátuas mórbidas à procura de algo que sabemos o que é, e onde encontrar. Vivemos errantes como se soubéssemos a ordem das coisas. Somos tolos.
Dentro dessa massa bruta concretada que dizemos ser nós, vive algo que dizemos ter se tornado nós, e que dizemos pensar como nós, e agir como nós e viver como se fôssemos nós. Dentro dessa brutalidade, às vezes, vive algo pronto para desabrochar, mas a morte em nós sepultou uma beleza irreconhecível. Irreconhecível não para poucos, mas para os muitos que colaboraram com seu funeral.
Que do sepulcro nasça uma linda flor, e que desta flor um agradável perfume, e deste perfume o retorno das lembranças capazes de desfazer o concreto, a brutalidade, a morbidez da existência.
SINAPSES DESVAIRADAS
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