Certa vez, em caminhada despretensiosa pelas ruas da cidade, desencontrei à ti, também perambulando em rumo ao próprio desencontro.
Foi engraçado pois, tentávamos nos abraçar e errantemente seguíamos abraçando o ar, rindo um do outro pois, mesmo em frente, estaqueados, fitando o fundo dos olhos, teimávamos em não encaixar os corpos.
Mas então seguimos, lado à lado, noite à dentro e conversa à fora, com risos e sorrisos, cervejas e vinhos, cigarros e baseados. Uma total despretensão de qualquer acerto do que pudesse ser julgado errado. Lá estava tu, desencontrada. Eu também estava lá.
Eu também estava lá, cheio das pretensões de quando nos encontramos eu caminhado e tu perambulando, mas diferente, já absorto pelos tantos lados, noites, conversas, risos, sorrisos, cervejas, vinhos, cigarros e baseados. Já não reconhecia quem havia tentado abraça-la repetidas vezes sem sucesso. Reconheci que havia desencontrado à mim e, foi quando que, finalmente, nos tocamos despretensiosamente enquanto tentávamos abrandar toda aquela cinza pendurada em teu cigarro e em meu baseado.
Assim, sem mais e nem menos, nos aconchegamos um ao desencontro do outro...
Na manhã seguinte, entre cafés, sucos, torradas e outros, enfim desfrutamos do encontro
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