Insônia não atormenta meu sono. O que verdadeiramente atormenta são questões não solucionadas à beira do abismo do descanso. É estar pronto para se jogar e essas correntes prenderem um fluxo deliciosamente prazeroso.
O abismo, que nada tem de aterrorizante, é palco das asas. Nele não tenho pernas e nem braços. Tampouco forma. Nele, enquanto despenco, sou apenas energia.
Ceifaram meu direito de saltar sem temer? Não. Eu mesmo quem não permiti à coragem abrir as asas e me desconstruir. Hoje colho o desgosto mas, se eu quiser, à noite plantarei o fantástico.
Encontre-me lá, se puder.
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
À beira
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